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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Alaíde Costa e Gilson Peranzzetta - show emocionante para Dolores Duran


























Alaíde Costa emociona o público capixaba ao trazer à cidade o show Tributo a Dolores Duran, que aconteceu sexta e sábado no Spírito Jazz. Com ela ao piano Gilson Peranzzetta, um dos mais importantes músicos do Brasil. O show foi sensacional, com um repertório de grandes clássicos compostos por Dolores e alguns de seus parceiros mais importantes como Jobim e Vinícius. dentre esse clássicos ela cantou A noite do Meu Bem, Castigo e Estrada do Sol. Quem viu não esquecerá jamais. Alaíde Costa, no alto de seus 74 anos, que serão comemorados amanhã, 08 de dezembro, esbanja técnica vocal aliada a uma experiência musical de anos de carreira. Cantora da mais fina estirpe da música brasileira. Uma lady no palco. Uma diva da música. (por Ava Araujo)


Foto: Fabio Martins

Ava Araujo promove encontro de músicos sensacionais no Spírito Jazz


Momento bacana do show da cantora Ava Araujo em novembro passado no Spírito Jazz. Estavam com ela grandes feras da música como o pianista Cliff Korman, o baixista Sergio Cardoso, o baterista Zaza Desidério e o saxofonista Marcelo Coelho. Ano que vem eles se encontram de novo pra repetir o showzaço que fizeram em Vitória. Fiquem atentos à agenda dela e não percam a próxima apresentação. (por Micaela Souza)

15 anos sem Tom Jobim - por Rogério Coimbra


Tom Jobim. 8 de dezembro. Nome e data emblemáticos. Faz 15 anos que Tom partiu, exatamente em oito de dezembro de 1994. Nesta data, oito de dezembro, comemora-se o dia da Imaculada Conceição, dogma da concepção de Maria, o símbolo da pureza. No Brasil, diversos municípios comemoram o feriado, como nossa vizinha capixaba, a Serra. Dia santo e dia também de celebrar esse músico brasileiro que se fez puro, sem manchas e que nos legou uma música límpida, por que não, imaculada. Impossível praticar uma devoção ao Tom sem resquícios de religiosidade. Afinal não se busca simplesmente a paz de espírito, o conforto da alma, através de uma música tradutora dos bons e dos aflitos sentimentos de cada interior? Tom Jobim sempre acertava ao compor, principalmente quando se tornou parceiro dele mesmo, o homem por inteiro, música e letra. Breve é o dia /breve é a vida /de breves flores /na despedida.


A gente não deve esquecer jamais o Tom Jobim, como não podemos esquecer o Villa Lobos, que partiu há exatos 50 anos, etantos outros como o Pixinguinha, o Nazareth, o Caymmi e também o Ary Barroso. Quando embarcava para os Estados Unidos para a fatídica cirurgia para destruir o câncer em sua bexiga, às vésperas de sua morte, Tom comentou com sua irmã: Se Ary Barroso e Villa Lobos morreram, eu também posso morrer. 


Recomendo duas biografias de Tom Jobim, pra ler, reler, ouvindo seus discos, que são preciosos trabalhos de pesquisa e informação dignos dele: Antônio Carlos Jobim, Um Homem Iluminado, de Helena Jobim (Ed.Nova Fronteira, 1996) e Antônio Carlos Jobim, Uma Biografia, de Sérgio Cabral (Companhia Editora Nacional, 2008), além dos DVDs Maestro Soberano, em três volumes, e A Casa do Tom, em dois volumes, ambos lançados pela Biscoito Fino. Tudo incansável, eterno. 


Esta é  uma semana de reflexão, de saudade, de muita cisma de corações ao alto, espírito aberto. Ontem, dia 7, os poderosos iniciaram o tal encontro em Copenhague para tratar da saúde da Terra. Tom deve estar de olho. Há uma passagem em sua biografia comentando a hipocrisia alheia em diversos campos, e, por ocasião da Eco-92, um encontro internacional realizado no Rio em defesa do meio ambiente, o real casal Príncipe Charles e Lady Diana foi ao Amazonas e logo lá chegando perguntaram : E a temporada de caça, quando abre?Velha sugestão: deixar tocar a música Forever Green que o Tom compôs, à época, da Eco-92, com o filho, Paulo. 


Esquisita mesmo é essa homenagem dando seu nome a um aeroporto. Não combina. Logo após sua morte tentaram nomear uma rua em Ipanema, mas não deu para mexer nos sobrenomes tradicionais já sossegados nos postes das esquinas da zona sul carioca. A última rua do Leblon, ou, a primeira, chama-se Jerônimo Monteiro, o político capixaba do início do século XX. Sobrou o Aeroporto do Galeão, uma ex-base aérea da aeronáutica. Imagino coronéis e brigadeiros traçando estratégias nas salas de comando com seus uniformes e quepes, e Tom lá do alto, sem entender bulhufas. Salvou-se o Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, lugar mais apropriado e conveniente para o maestro repousar, ou o Centro de Estudos Musicais Tom Jobim do Governo de São Paulo. Parece haver só um outro aeroporto no mundo com nome de músico: Chopin, em Varsóvia, mas conhecido como Okecie, e claro que foi idéia dos stalinistas. O resto é nome de político ou  militar. E tem outra trapalhada recente. A nova estação do metrô do Rio, a da praça General Osório, em Ipanema,  estava destinada a receber o nome de Tom Jobim. Moradores e entidades protestaram no ato, com razão: vão querer mudar os mapas, a geografia, e o passageiro de primeira viagem pode até pensar que a Estação Tom Jobim pode ser a de acesso ao aeroporto. 


É muito chato ficar sem Tom Jobim, com essa saudade dele, de uma música nova que nunca virá, de uma piada, de uma sacada que sobraria na mídia. No próximo mês, dia 25, Tom estaria fazendo 83 anos. Engraçado imaginar Tom octogenário. Sobre seu futuro, a velhice, já considerada por Carlos Drummond, então com 80 anos, como uma merda, conforme confidência ao amigo músico , dizia:Espero descansar, comprar uma bengala, uns óculos novos pra ver as moças de uma distância oficial. Puro chiste jobiniano. Ah, quantas canções não estaria Tom Jobim inventando. Celestiais. Como o azul da Imaculada, cheias de esperança, vida e doçura. 


Em tempo: nesta mesma data, 8 de dezembro, em 1980, na mesma cidade onde Tom Jobim faleceu, Nova Iorque,   John Lennon foi assassinado no meio da rua, em frente à sua casa . Imagine.

Chico Lessa lança novo CD No Tom de Sempre


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Leny Andrade faz show em Vitória na Spírito Jazz

Neste fim de semana que vem, a diva Leny Andrade desembarca em Vitória para fazer um show no Spírito Jazz. Leny que esteve na cidade em dezembro passado num show lindíssimo com o maestro Gilson Peranzzetta, volta agora com seu trio composto do pianista e arranjador Fernando Merlino, do baixista Jamil Joanes e do baterista virtuoso Erivelton Silva. Imperdível pra todos os amantes de Leny!



Alaíde Costa - show pra homenagear Dolores Duran



ALAÍDE COSTA dispensa apresentações e chega a Vitória com um show tributo para uma das personalidades mais marcantes e importantes da música brasileira, Dolores Duran. Neste show em sua homenagem, Alaíde Costa vai mostrar, em primeira mão, ao público capixaba uma canção inédita de Dolores em parceria com Edinho do Trio Irakitan, que tem o título provisório/definitivo de Musica Desconhecida. Alaíde conta que aprendeu esta música informalmente com o próprio Edinho, ele ia cantando e ela  memorizava. Esta música não tem nenhum registro, nem partitura. Outra composição incluída no repertório, raramente executada é Outono, composta por Billy Blanco para Dolores, na época em que eram namorados.


GILSON PERANZZETTA é maestro, pianista, compositor, arranjador, orquestrador. Um artista brasileiro que tem na sonoridade de seu trabalho as cores de seu país. Seu estilo personalíssimo - às vezes lírico, às vezes vigoroso – alia a  técnica perfeita à emoção. Sua música tem o traço inconfundível da sua personalidade criativa e delicada, que é admirada por grandes músicos e intérpretes do Brasil e exterior.


No repertório do show algumas canções antológicas como a Canção da Volta (Ismael Neto e Antonio Maria), Estrada do Sol (Tom Jobim e Dolores Duran), Ternura Antiga (José Ribamar e Dolores Duran) e muitas outras pérolas.


VEJA A MATÉRIA DE EDNEY SILVESTRE PARA O BOM DIA BRASIL SOBRE O SHOW
Resgatada canção inédita, esquecida, de Dolores Duran


SERVIÇO:
ALAIDE COSTA E GILSON PERANZZETTA
Um tributo a Dolores Duran
Data: 04 e 05 de dezembro (sex e sab) às 22h
Local: Spírito Jazz
Rua Madeira de Freitas, 244, 1º piso do Via Cruzeiro Mall
Praia do Canto – Vitória – ES
*Referência: em frente ao Yazigi da Praia do Canto
Ingressos: R$ 50,00
Pagamento: Cartões Visa, Mastercard e American Express.
Reservas de mesas: (27) 3225 5783 / (27)-99561001 das 13:00 às 18:00 


ENTREVISTAS EM VITÓRIA PELO: (27) 9700-2950

Micaela Souza/Assessoria de Imprensa & Marketing de Rede
carambolaproducoes@gmail.com
Nextel: (21) 7832*6040

sábado, 14 de novembro de 2009

Flávio Chamis - fusões do clássico e do popular


O querido amigo e músico de grande talento, o maestro Flávio Chamis que mora no norte das Américas, precisamente em Pittsburgh, me mandou dia desses um link para audição de seu mais novo trabalho de pesquisa e composição. Estou falando do projeto dele intitulado Jazz-Bach. Eu não podia deixar de compartilhar a beleza dessas composições com vocês e de mencionar a sofisticação desse material que está virando disco e sendo mixado por ele devagar. Espero que chegue logo por aqui para deleite meu e de muitos admiradores do trabalho do Chamis. Vai o link http://www.classicalconnect.com/#/browse/composer/Flavio_Chamis_-_J.S._Bach/play



Viva a música!!